da superficie.

Pense-se em Séneca. Dizia que "havia uma doença disseminada entre os gregos: a de procurar saber qual teria sido o número de remadores de Ulisses, e qual das duas, a Ilíada ou a Odisseia, teria sido escrita antes".

Pense-se hoje nesta mesma doença, universal - porque disseminada também entre os romanos - "de adquirir conhecimentos supérfluos".

Pense-se neste momento, face a esta máquina, com todo o conhecimento - de todo o género - à distância de uma combinação de caracteres. Como trazer à superfície desta infinita miríade de conhecimento, informações que efetivamente nos construam?

Como se filtra tudo isto?



*Séneca, De Brevitate Vitea XIII