A felicidade sentava-se todos os dias no peitoril da janela.


Tinha feições de menino inconsolável.
Um menino impúbere
ainda sem amor para ninguém,
gostando apenas de demorar as mãos
ou de roçar lentamente o cabelo pelas faces humanas.


E, como menino que era,
achava um grande mistério no seu próprio nome.





jorge de sena
perseguição : poemas
cadernos de poesia
1942